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É perceptível que as organizações estão efetivamente preocupando-se com a retenção de seus talentos. Há algum tempo, formar, desenvolver e perder profissionais era encarado como normal pela maioria das empresas. No entanto, à medida em que todas as empresas desejam o mesmo perfil - com características como formação acadêmica avançada, domínio de idiomas, experiência prática consistente, aliado a talentos pessoais de um profissional com pró-atividade, liderança e bom relacionamento -, estabelece-se uma disputa acirrada pelo modelo ideal.
Muitas organizações buscam a opinião de headhunters para avaliar suas estruturas e identificar os possíveis alvos no mercado. Ninguém quer perder facilmente seus bons executivos ou talentos de alto potencial. Desse modo é grande o número de instrumentos utilizados na fidelização destes perfis diferenciados. Desde as práticas salariais acima do terceiro quartil, bônus agressivos (mais de três salários), benefícios de padrão executivo, passando por políticas de desenvolvimento e complemento de aposentadoria. Além destas práticas formais, as empresas têm proporcionado exposição nacional ou internacional (cursos, feiras, visitas e outros.) como forma de fidelização. Vale quase tudo para manter os talentos motivados e o mais inacessíveis possível ao assédio de outras corporações.
Se as organizações fizerem o seu tema de casa e mantiverem em alta a preocupação com seus profissionais em carteira executiva, certamente se criará uma espécie de blindagem para as propostas de consultorias de seleção ou de outras empresas. Caso contrário, a realização de vínculo torna-se frágil, por vezes desgastada pela desvalorização, e a perda é quase sempre uma questão de tempo. O profissional com alto valor agregado não permanece desprotegido por um período muito longo. Atualmente, o compromisso com a empresa empregadora, ou com seu projeto, não é suficiente para a manutenção dos talentos se não estiverem apoiados numa consistente política de remuneração e benefícios.
Esse não é um movimento negativo ou com contornos de mercenarismo, mas sim, o reconhecimento necessário daqueles que fazem a diferença e realmente alcançam resultados. Como sempre, a diferença quem faz são as pessoas.
* Diretor da RSA Talentos Executivos
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